Comunidade Evangélica Rocha Viva

As Sete palavras da Cruz

AS SETE PALAVRAS DA CRUZ

 

Precisamos retroceder alguns dias, JESUS aclamado pelo povo tem uma entrada em Jerusalém que é registrada como “Entrada triunfal em Jerusalém”, o povo diz “Hosana, bendito o que vem em nome do Senhor”, estendem roupas e palmas para que ele passe. Mas Jesus conhecendo o coração do homem, não se iludiu com as palavras e sim chorou sobre Jerusalém, pois sabia que aquele povo dias depois iria gritar: Crucifica-o, crucifica-o.

Era a semana da Grande Festa – Páscoa – Jesus ceia com seus discípulos, Em todos os evangelhos há menção da Páscoa, os títulos que são inseridos são diversificados, alguns dizem “A última Páscoa, e a Santa Ceia”, outros só mencionam como a “Santa Ceia”. Mas afinal o que era a Páscoa para os judeus?

No livro de Êxodo 12: 1 a 13, O Senhor ensina a Moisés o procedimento da cerimonia que precederia a saída deles do cativeiro Egípcio, o sacrifício do cordeiro pascal, o sangue deveria ser colocado acima das portas, dos versos 11 a 13 diz: “Assim, pois o comereis... apressadamente; esta é a páscoa do Senhor. E eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, ... E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando eu ferir a terra do Egito.”

Então qual o verdadeiro sentido da palavra “Páscoa” do hebraico “pesah”, que significa “pular além da marca”; “passar por cima” ou “poupar”, isto conforme Bíblia Pentecostal. Podemos então compreender que o significado era para livrar a casa (família) da visita do anjo da morte, pois a casa “coberta” com o sangue o anjo passaria por cima e não mataria os primogênitos. As celebrações seguintes seria para comemorar a libertação dos descendentes de Abraão dos sofrimentos infligidos pelo povo egípcio. A saída do Egito.

Em Deuteronômio 16: 1 a 4 O Senhor fala que esta festa deveria ser celebrada no mês Abibe ou Nisã, que é o nosso março/abril.

A instituição da Santa Ceia então comemora nossa vitória sobre a libertação do pecado, adquirida através do sacrifício do nosso Cordeiro Pascal, Cristo conforme I Cor 5:7 – “Alimpai-vos pois do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.

A narrativa da crucificação é o epicentro do Evangelho. A maior demonstração de amor de Deus, e a maior crueldade de todo Universo feita com O SANTO por parte do ser humano.

Jesus foi crucificado as 9:00 horas da manhã, conforme Mc. 15:25

1ª Palavra: PERDÃO: Lc. 23:34 – “Jesus disse: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”

Não há ódio, não há rancor, mas amor, e ainda uma oração intercessora por seus algozes, que seria respondida imediatamente.

2ª Palavra: SALVAÇÃO: Lc. 23:43 – “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.”

Em Lc 23:44 está registrado que “era quase a hora sexta.” (lembrando que a 1ª hora corresponde as seis horas da manhã, 3ª hora: 9:00 da manhã, 6ª hora: 12:00 horas e 9ª hora: 15:00 horas).

A salvação é de Graça, a salvação é imediata e a salvação é estar com Cristo.

O que permite que uma pessoa que durante toda a sua vida andou errado entrar no Paraíso? Como explicar um Sumo-Sacerdote ir para o inferno enquanto um ladrão vai para o céu? Como alguém que andou 3 anos e meio com Jesus, aprendendo com Ele, vendo seus milagres, as maravilhas que viu, abandonar Jesus nos últimos dias do seu ministério e entrega-lo para ser crucificado?

Judas viu várias ressurreições: a Filha de Jairo, o filho da viúva de Naim, Lázaro, viu a multiplicação dos pães, cura dos cegos, leprosos, aleijados... viu Jesus andar sobre o Mar, acalmar a tempestade....

E o ladrão o que ele viu? O que ele conseguiu aprender com Jesus? Ele provavelmente ou viu falar de Jesus, mas não teve interesse de procura-lo, mas ao ouvir dELE uma única frase quando ele perdoa seus acusadores, ele se rende.

O ladrão foi a resposta imediata a última oração de Jesus, a 1ª frase da cruz.

3ª Palavra: CUIDADO: Jo. 19:26,27 – “Ora Jesus, vendo ali sua mãe, que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho” “Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe”.

Jesus estava cuidando de sua mãezinha, pois seus irmãos ainda não tinham se convertido. Provavelmente ainda era dia, pois a escuridão veio sobre a terra após as 12:00 horas conforme Lc. 23:44 – “E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até a hora nona.”

Podemos deduzir que a partir das 12:00 horas, o fardo do pecado de toda a humanidade, de todos os tempos, passado, presente e futuro, estava sobre Jesus, Por isto Ele ficou completamente só. Deus não tem comunhão com o pecado. Isaias 59:2 – “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” Por isto a 4ª frase traz as palavras mais dolorosas. Ver Is. 53: 4 a 8 – o sofrimento do Messias, profetizado por Isaias.

4ª Palavra: DESAMPARO: Mt. 27:46 – “E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactani, isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? ”.

Marcos 15:34 diz a mesma palavra, com a diferença do uso de Eloí, ao invés de Eli, em Marcos a frase é toda em aramaico, Mateus usa Eli que é em hebraico.

Dentro das terríveis três horas de trevas, a comunhão plena entre a Trindade Divina foi rompida. Jesus agonizou durante todo este longo período. Devemos entender que não se tratava de uma escuridão como a noite, onde nós contemplamos as estrelas, e nos deleitamos no frescor da noite. Mas eram trevas, peso, tristeza. O peso da ira de Deus sobre o pecado.

5ª Palavra: AGONIA: Jo.19:28 – “Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede.”

Este momento revela a perfeita humanidade de Cristo, a sede como consequência da febre alta que com certeza atingia seu corpo frágil, e o versículo diz que é para que se cumprisse as escrituras, pois em Sl. 69: 21 – “Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre. ” Está chegando as 15:00 horas.

6ª Palavra: VITÓRIA: Jo.19:30 – “E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está Consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. ”

A Palavra “Está CONSUMADO” no grego é “TETELESTAI”, e tem muitos significados, podemos aplicar alguns, para interpretar o brado de vitória dado por Cristo.

  • Quando um pai pedia ao seu filho, ou um senhor ao seu servo que lhe fizessem uma determinada tarefa: Quando a tarefa era executada, o filho ou o servo dizia: TETELESTAI, tarefa cumprida;
  • Quando era contraída uma dívida, ao pagar a última duplicata, se dizia: TETELESTAI, a dívida está totalmente paga. Conforme Col 2:14 – “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, que de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz;
  • Quando na páscoa era solicitado um cordeiro de um ano, sem mancha, perfeito para o sacrifício, quando o servo encontrava, ele dizia: TETELESTAI; e
  • Quando se quitava a compra de uma propriedade, e se entregava a escritura de posse definitiva se dizia: TETELESTAI.

Desta forma Jesus cumpriu a tarefa, pagou nossa dívida, foi o Cordeiro e nos comprou definitivamente das mãos do diabo. Jesus não foi derrotado na cruz, ele nos deu a VITÓRIA.

7ª Palavra: RENDIÇÃO: Lc. 23:46 – “E, clamando Jesus com grande voz disse: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.”

Será que há no mundo alguém que consiga dimensionar todo o sofrimento de Cristo na cruz por nós? Quantos valorizam o sacrifício de Jesus Cristo?

Este foi sem sombras de dúvidas a maior demonstração de amor de Deus para toda a humanidade. Se somos gratos devemos fazer como o salmista no Sl 116:12,13 – “Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do Senhor”.

O que vamos fazer com nossa vida?

Qual será a nossa escolha?


Palavra Ministrada pelo Pr. Reinaldo

 
| Home