Comunidade Evangélica Rocha Viva

Bullying, o que é isso?

Bullying é um termo utilizado para designar a prática de atos agressivos entre estudantes. Intimidação é a tradução literal do termo.

 

Apelidos, risadas, fofocas, empurrões e zoar o colega são brincadeiras aparentemente inofensivas mas que podem trazer graves conseqüências ao desenvolvimento psíquico, principalmente dos adolescentes. Sem deixar ser percebido, o aluno se sente humilhado, perseguido, intimidado. E as conseqüências são depressão, angústia, baixa auto-estima, estresse, evasão escolar, atitudes de autoflagelação e até suicídio. Este é, portanto, um tipo de violência camuflada.

Como exemplo, entre outros, lembramos o caso do aluno de uma escola municipal, em São Paulo, noticiado pelos meios de comunicação e que chocou muita gente, que invadiu a escola, com um revólver na mão, feriu gravemente cinco alunos e, em seguida, matou-se. Obeso desde a infância, aquele adolescente era motivo de constantes piadas entre os colegas.

Essa prática esta se tornando comum também em crianças dos primeiros anos de escolarização e em todas as classes sociais. Os motivos apontados com causadores são os mais variados, desde a desestrutura familiar, com relações afetivas de baixa qualidade em que a violência doméstica é real ou em que a criança representa o papel de bode expiatório para todas as mazelas, ou quando autoridade é imposta por meio de atitudes agressivas e violentas e até a valorização dos bens materiais , como carro, tênis importado, e o não possuir um desses bens pode ser motivo para perseguições. A violência vivenciada pela comunidade é tida como a principal razão.

Por outro lado, as pesquisas também revelaram não haver diferença entre alunos de escolas públicas e escolas particulares quanto à incidência de bullying. O que se observou foi que a forma como ele é praticado varia de uma escola para outra.

O bullying começou a ser pesquisado quando se descobriu o que estava por trás de muitos suicídios entre adolescentes. Por achar que não passava de brincadeira entre colegas, os pais não davam atenção às reclamações dos filhos e muito menos a escola o fazia. Sem esse apoio, o adolescente vivencia desde a queda da auto-estima até, em casos mais extremos, o suicídio e outras tragédias.

De acordo com dados obtidos em trabalhos internacionais, não existe escola sem bullying. Até o que aparentemente é uma brincadeira pode ser considerado bullying. Alguns estudiosos defendem que a prática do bullying, tão comum em outros países, não é o que existe no Brasil. Aqui, afirmam, é mais comum a violência escolar e não atitudes de intimidação. Com um nome ou outro, a verdade é que este tipo de procedimento tem trazido graves conseqüências aos alunos, principalmente aos adolescentes.

Segundo o médico Aramis Lopes Neto, coordenador no primeiro estudo feito no Brasil a respeito desse assunto, o objetivo do estudo é ensinar e debater com professores, pais e alunos formas de evitar que essas situações aconteçam, e diz que a pesquisa realizada revelou que 40,5% dos 5.870 alunos entrevistados estavam diretamente envolvidos neste tipo de violência, como autores ou vitimas dele.

O que fazer?

  • Os filhos precisam se abrir, procurar ajuda, começando pelos pais;
  • Os pais devem mostrar-se disponível para ouvir os filhos; jamais aconselhar e revidar a agressão.
  • Entrar em contato com a escola. Procurar saber sobre o comportamento do filho, se é introvertido, se procura se isolar do grupo; tomar providências.

Especialistas são unânimes em concordar que o papel dos pais – tanto de alunos agressores quanto dos agredidos – é fundamental para combater a violência moral nas escolas e também afirmam que os pais precisam saber lidar com a situação.

Esse é um assunto que merece atenção por parte de todos – professores, funcionários, alunos e pais. A cooperação mútua será a melhor maneira para combater esse tipo de prática. Procurar promover um ambiente escolar seguro, e sadio onde haja amizade, solidariedade e respeito às características individuais de cada aluno – educar as crianças não só em conteúdo programático mas também para a prática de uma cidadania justa.

Avaliar o que é brincadeira e o que é bullying, mudando o enfoque da questão para valorização do sentimento de quem sofre bullying, ou seja, respeitar o sofrimento e buscar soluções que amenizem ou interrompam essa prática.

BULLYING

Ficar atento aos seguintes aspectos:

Os alunos-alvo são crianças ou adolescentes que, sistematicamente, são discriminados, humilhados ou intimidados por outros colegas. Geralmente, eles tem poucos amigos, procuram se isolar do grupo e são identificados por algum tipo de diferença física ou comportamental. Além disso, tem dificuldades ou inabilidades que os impedem de buscar ajuda, não tem esperança quanto a sua aceitação no grupo e tendem a um comportamento introvertido”., explica o médico Aramis.

BULLYING

A Dor Escondida

Atos de humilhação no meio estudantil são mais comum do que se possa pensar. Um apelido aqui, outro apelido ali... A um menino, por ser gordinho, são dados os mais ridículos apelidos, tais como, bolo fofo, bolão e assim por diante. Quando não é a gordura, é a estatura. Quando não é a estatura, são as espinhas. Tudo é motivo para risos e, por traz, a humilhação “Bullying”, é uma palavra inglesa que identifica os atos de humilhação e agressividade. Cresce cada vez mais a violência praticada entre os jovens. Ofender, fazer mal físico, magoar, todo o desrespeito é um tipo de violência. O “bullying” é praticado principalmente no ambiente escolar. Nomes e apelidos pejorativos tem levado muitas crianças e adolescentes a sentirem o desejo de abandonar a escola, sem que os pais saibam o motivo. Uma criança vítima de “bullying” pode apresentar baixa estima, depressão ansiedade. Os adolescentes que promovem o “bullying”, quando adultos, apresentam um comportamento anti-social e então presenciamos casos de violência, atos de vandalismo e agressividade. Crianças criadas sem limites e a falta de afetividade na família, muitas vezes proporcionam esta situação.

Nos temos, na Sagradas Escrituras uma luz pela qual podemos orientar nossos filhos, que é a palavra de nosso Senhor Jesus Cristo. Nós vemos no Sermão do Monte Jesus dizendo:

“Bem-aventurado os mansos de coração”. – Mateus 5:5. Em outra ocasião, Jesus diz, “Aprendei-me de mim, porque sou manso e humilde de coração.” Mateus 11:29.

Penso que a mansidão, em todo os sentidos, deve permear a relação entre pais e filhos. Sejam a mansidão e a humildade o elo entre eles. As Sagradas Escrituras condenam a prática da violência e nos encorajam na vivência da prática do amor. O salmo 141, entre outros, é um belo exemplo para nós. A Bíblia também fala de limites. “Não retires de teu filho a disciplina”, diz Provérbios 23:13.

Cada vez mais vemos que a falta de amor nos relacionamentos familiares, a falta de atenção e a corrida diária pela sobrevivência, tem aberto um abismo, causando danos incalculáveis na formação de vossos jovens. Estes estão sendo levados por uma torrente de desorientação e assim, nossos filhos e filhas, muitas vezes estão sendo causadores ou vitimas do “bullying”.

Fonte: Revista Visão 1T06

 
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