Comunidade Evangélica Rocha Viva

O Papel do Líder no Corpo

 

 

Um Líder, um administrador - O papel principal do líder dentro do corpo de Cristo ou dentro de qualquer outro segmento, seja religioso ou não, está relacionado à administração.

 

 

 

Administrar é conseguir as coisas feitas através de outras pessoas. Portanto, na arte de liderar o líder sempre está envolvido com as pessoas, delegando responsabilidades, supervisionando o trabalho, corrigindo falhas, estipulando prazos, etc.

Se a sua administração for boa as coisas serão feitas satisfatoriamente e as pessoas se sentirão realizada. Se a administração for má, é possível que não se atinjam os objetivos e as pessoas saiam frustradas.

De maneira que não dá para fugir da responsabilidade administrativa. A administração é um dom de Deus.

A capacidade de organizar as coisas para facilitar o trabalho das outras pessoas é uma habilidade divina que todo líder deve se empenhar mais e mais para buscá-la.

Nenhum líder pode se dar o direito de querer continuar liderando sem se esmerar no desenvolvimento das habilidades administrativas. Em outras palavras, ele não tem o direito de dizer: “Quero liderar mas não quero administrar!”.

Isto não existe. O líder, necessariamente, precisa ser um administrador.

Em alguns casos, tomando como exemplo o próprio ministério pastoral, o pastor acha por bem convidar alguém da sua congregação para desempenhar funções administrativas na igreja. Não há nenhum problema quanto a isto. Um administrador que auxilie o pastor no exercício do ministério tirará dele a sobrecarga e o liberará para o ministério da oração, da Palavra, e do cuidado das ovelhas.
No entanto, mesmo neste caso, o pastor precisa se conscientizar que ele mesmo continua sendo o administrador geral. Qualquer outro trabalho administrativo pode e deve ser realizado por uma outra pessoa como forma de cooperação, mas a visão maior vem do pastor. Todos os administradores trabalham dentro da visão que o pastor transmitiu, sendo que este mesmo é o delegado de responsabilidades e supervisor geral.
No exercício da administração o líder vai se ver incumbido de três responsabilidades: planejar, executar, avaliar.

  • PLANEJAR

Planejar é a arte de fazer com que as coisas aconteçam.

O planejamento envolve, em primeiro lugar, estabelecer alvos definidos a curto, médio, e longo prazos. Para que o planejamento seja eficaz o líder precisa ter a “visão” bem definida em sua mente do que quer fazer ou realizar. Uma visão clara o ajudará a transmitir aos outros da sua equipe de forma que todos saibam responder às seguintes perguntas: o que fazer? onde fazer? quando fazer? com que fazer? como fazer? por que fazer?

Outra questão a considerar é se os alvos dentro do planejamento são realmente relevantes ou apenas românticos e belos. Será que o que se almeja é a prioridade para o momento ou se teria outra coisa mais urgente e necessária para se atingir?!

Precisamos ver também se os alvos que estamos estabelecendo são possíveis ou se estamos sujeitando nossa equipe ao fracasso e à frustração.

Mais uma questão a ser considerada é se os alvos já fazem parte da motivação de todo o grupo porque ele já partilha do mesmo ideal do líder, ou se eles foram estabelecidos apenas para satisfazer uma ambição pessoal do líder, em nada beneficiando os demais membros do grupo.

De forma prática o planejamento envolve alguns passos que resumidamente queremos apresentar:
Para começar a caminhar para algum lugar, primeiro precisa se saber onde está.

1.Trace os objetivos.

2.Estabeleça os alvos.

3.Destaque as prioridades.

4.Identifique os obstáculos.

5.Verifique os recursos disponíveis.

6.Distribua responsabilidades.

7.Seja flexível. Qualquer plano pode ser modificado.

  • EXECUTAR

Quando há um bom planejamento a execução pode transcorrer de forma tranqüila.

Às vezes, um planejamento pode durar horas, meses, e até mesmo anos, para uma execução de poucos minutos. A execução é o grupo em ação colocando em prática o que foi idealizado no papel.
Na execução de um projeto bem planejado, o líder assume a função de coordenador, acompanhando passo a passo o desenvolvimento do trabalho. Através deste acompanhamento ele terá condições de corrigir eventuais problemas para que o trabalho retome o seu curso normal e não seja interrompido no caminho.

  • AVALIAR

Para muitos a avaliação de um trabalho realizado é desnecessária, justamente por se tratar de uma realização já passada. Para que discutir à respeito de algo já realizado? Na verdade, a avaliação é tanto importante quanto o planejamento e a execução. A avaliação é importante por vários motivos. Eis alguns deles:

1. Encarar de frente os erros cometidos. Através de uma avaliação coerente, sincera e madura, os erros serão expostos e, se corrigidos, poderão não acontecer mais em um novo empreendimento. Quando não há avaliação as falhas continuam encobertas e poderão manifestar-se novamente a qualquer novo trabalho.

2. A avaliação dá margem para as críticas. Se o líder for maduro o suficiente para lidar com elas, reagindo de forma equilibrada e humilde, poderá dar um excelente exemplo aos seus liderados de como se reage às críticas, o que favorece o crescimento espiritual de todos.

3. Diante das falhas, tanto o líder quanto seus liderados necessitam de uma graça especial de Deus para lidarem com os sentimentos contraditórios em seu interior.

Isto é bom pelo fato do desenvolvimento da dependência de Deus também para este tipo de coisas. Diante dos acertos e da possibilidade da vanglória, igualmente a presença de Deus precisa se manifestar para que a vitória não se transforme num fracasso espiritual.

Em todos os casos a equipe é impulsionada a uma experiência madura com Deus, tanto nos acertos quanto nos erros.

4. A avaliação lança a plataforma para novos planejamentos. É a ponte entre um projeto e outro.

5. COMPETÊNCIA

O líder competente é aquele que conduz o seu grupo com sabedoria e de forma eficaz.

Tudo o que se propõe a fazer procura realizar da melhor forma possível. Se ainda não possui o conhecimento necessário para desenvolver determinada atividade, procura adquiri-lo de forma a sempre levar segurança ao grupo com quem trabalha. O estudo de livros e as pesquisas para o aprimoramento das habilidades de liderança estão sempre presentes em sua vida.

6. CONFIANÇA

O líder confiante é aquele que possui uma fé sempre renovada. Confiança acima de tudo em Deus que o capacita a realizar a obra necessária.

Confiança em si mesmo para não esmorecer diante dos problemas em geral, das críticas ou de seus próprios conflitos pessoais e fraquezas, quando poderia enfatizar mais suas próprias virtudes. Confiança no grupo com quem trabalha, apesar de sua provável limitação. Se não dermos um voto de confiança às pessoas que lideramos é possível que sempre monopolizemos a execução de todas as atividades, transformando nossos liderados em meros espectadores.

( Nunca se esqueça que o liderado mais difícil de liderar e você mesmo .)

CONCLUSÃO

A liderança no corpo de Cristo deve trabalhar de forma coerente e lógica. Sim, estamos lidando com coisas espirituais relacionadas ao reino de Deus e à sua igreja, no entanto, devemos fazer todas as coisas com os pés no chão embora com a cabeça no céu.

 
| Home Vida Cristã O Papel do Líder no Corpo