Comunidade Evangélica Rocha Viva

A Globalização e as Doenças Modernas - Parte 1

Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? (Mt. 16.26a)

Estresse

Nas últimas décadas, os contínuos avanços na atenção à saúde, com aumento da expectativa de vida, melhora das condições sanitárias, piora dos hábitos alimentares com maior ingestão de alimentos gordurosos, diminuição da atividade física não programada, entre outros fatores, fazem com que patologias que previamente tinham pouca expressão na saúde passem a aparecer como verdadeiras epidemias.

Em entrevista ao Jornal do Comércio, o Dr. Gilberto Uruahy, diretor da Med-Rio Check-up e autor do livro O Cérebro Emocional. As emoções e o estresse do cotidiano (Editora Rocco) faz uma abordagem sobre o impacto da globalização e as doenças modernas no mundo corporativo. Segundo ele, os efeitos a globalização vão muito além do estado de permanente transformação das economias e das culturas dos países. O cenário de intensa mudança provoca impactos profundos em cada pessoa e o estresse crônico é um desses impactos mais nocivos, pois ele é o vilão causador de várias doenças que vêm afetando executivos e, conseqüentemente, as empresas na última década.

Segundo o médico, a globalização significa o aumento da competição, a conquista de novos mercados, a aquisição de novas culturas.

Empresários e executivos passaram a viajar constantemente, submetidos a fusos horários desnorteantes.

A palavra de ordem é “competição”. Diante dessa necessidade de se adaptar a mudanças constantes no cotidiano, o estresse encontra terreno fértil para se desenvolver nas pessoas.

Essas pessoas colocam a vida pessoal em segundo plano, com pouco espaço para individualidade. É impossível falar da saúde do homem moderno, do profissional liberal, do executivo, sem abordar a globalização, fenômeno causador do aumento da incidência da chamada doença do século o estresse crônico. E é esse estresse crônico a origem as doenças que mais matam e incapacitam os homens no início do Século XXI.

Conseqüentemente, o estresse crônico é o pano dessas doenças. Toda vez que estamos diante de uma mudança, apresentamos a reação de estresse. Nesse momento, o corpo secreta dois hormônios: A adrenalina e o cortisol. Como vivenciamos mudanças permanentes e de maneira cada vez mais acelerada, o corpo não para de produzir os hormônios do estresse. A presença dessas substâncias no sangue, de forma contínua e prolongada, torna nossos corpos mais frágeis, e as doenças encontram espaço para se desenvolver.

Perguntando como o estresse se manifesta no corpo, o médico explica que a adrenalina acarreta, no cérebro, um sentimento imediato de ansiedade e, com o passar do tempo, as queixas de perda de memória se intensificam. No coração, provoca o aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial. Nos vasos sanguíneos, há redução de seus calibres com conseqüente queda da oxigenação dos tecidos. Nas manifestações decorrentes do excesso de produção de cortisol, observamos a diminuição das defesas do organismo, estímulo do apetite, aumento da depressão, gastrites, úlceras, desenvolvimento de coágulos e diminuição da libido.

Por esse leque tão abrangente, o estresse é o grande vilão para a saúde do homem moderno. “Observamos que, hoje, as pessoas estão mais preocupadas em cuidar de sua saúde, mas as doenças que tem como pano de fundo o estresse estão aumentando. A intensidade como estresse é vivido no cotidiano pelas pessoas está gerando o aumento dos percentuais de doenças como o colesterol elevado, o diabetes, a hipertensão arterial, o infarto, o acidente vascular-cerebral (AVC) e o câncer”.

Pra. Cida

Fonte: Wagner Tadeu dos S. Gaby

 
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